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Para se fundar
uma associação, o primeiro passo é ir
a um cartório e se informar sobre os documentos e requisitos
necessários para legalizar a entidade. Não é
tão complicado como parece. É necessário
que se forme um grupo de pessoas com cargos pré-nomeados
(presidente, secretário, tesoureiro, etc).
As maneiras de
se conseguir verba para o projeto são muitas. Recursos
como bingos, rifas, festas, venda de camisetas, etc, têm
funcionado muito. Contar com dinheiro de doações
não é a melhor alternativa. Sócios vão
e vêm, são realmente pouquíssimos que
assumem esse compromisso com rigor.
A divulgação
pode ser feita através de jornais (principalmente jornais
de bairro), rádios e programas de TV. Espaço
sempre há, mesmo que limitado. Não é
um trabalho fácil, mas essas alternativas são
perfeitamente possíveis.
Ter uma sede é
importante, principalmente quando o objetivo da associação
é abrigar animais, mas a falta dela não é
um impedimento para se levar o projeto adiante. Recolher animais
abandonados sem haver por parte dos dirigentes da entidade,
projetos para esterilizar animais em massa, não vai
resolver o problema. No começo tudo sempre vai bem,
mas o número de animais vai aumentando e o abrigo vai
superlotando. É imprescindível se fazer campanhas
de posse responsável e castração. Esterilizar
é a única fórmula que deu certo nos países
desenvolvidos, onde não se vê animais abandonados
nas ruas e os poucos que são recolhidos pelas prefeituras,
são encaminhados para adoção.
A APASFA ganhou
um terreno da Prefeitura de São Paulo, quando
o Prefeito em exercício era o Sr. Jânio Quadros,
em local totalmente inapropriado e de difícil acesso.
Foram anos e anos se tentando conseguir a entrega desse terreno,
uma vez que acabou a gestão do Sr. Jânio e os
trâmites todos foram se alongando pela gestão
do prefeito que o sucedeu. A nossa sede acabou sendo mesmo
a casa onde morava a fundadora, que ainda é nossa Presidente.
Isso não quer dizer que não se deva tentar e
nem que todas as prefeituras vão agir dessa maneira.
É importante se tentar, sim. Há diversas associações
com sedes em terrenos doados pos órgãos governamentais.
O Estatuto da
APASFA está em fase de estudos para reformulação.
O que temos está bastante desatualizado, em vista dos
nossos projetos atuais e não está disponível
online.
Se você
está em outra cidade e quer ajudar, saiba que mesmo
a falta de dinheiro não é obstáculo.
Você pode reunir um grupo de amigos e juntos fazerem
trabalhos voluntários em escolas, dando palestras sobre
a importância de convivermos em harmonia com os animais.
No nosso site
há diversas páginas educativas. Vamos tomar
como exemplo, a página Animais
Silvestres, onde há informações que
a maioria das pessoas desconhecem. Se você e seu grupo
conseguirem educar 10 crianças, elas vão passar
isso para as gerações que formarem (filhos,
netos, bisnetos) e assim sucessivamente. Esse é um
trabalho que gratifica muito. Já está online
também, nossa página com Material
Educativo, feita especialmente para professores
e outras associações, com textos para conscientização
de crianças e adultos.
Outro recurso
para novas Associações e potetores autônomos,
é fazer acordos
(no caso das associações,
fazer convênios mediante apresentação
de carnê de contribuição de associado)
com clínicas veterinárias.
Em São
Paulo, quando a APASFA estava no começo, mantínhamos
convênios com dezenas de clínicas, que davam
descontos que variavam de 10 a 50% tanto em consultas como
cirurgias, mediante apresentação do carnê
da APASFA com a mensalidade em dia. Alguns veterinários
chegavam a dar uma castração grátis
por mes, para pessoas desvinculadas de entidades, que costumavam
socorrer animais. Alguns cobravam apenas o material usado
nas cirurgias. Em troca, divulgávamos (e continuamos
divulgando até hoje) essas clínicas entre os
associados.
Hoje em dia a
APASFA já tem seu próprio ambulatório,
mas dependendo do caso, ainda encaminhamos animais para clínicas
que nos dão descontos. Dá trabalho conseguir
esses convênios, mas cada animal que se castra, representa
centenas que não serão abandonados. Um único
gato, em dois anos, é responsável pelo nascimento
de mais de 500 gatinhos. Esse deveria ser o trabalho de base
de todas as entidades de proteção aos animais.
A APASFA não
está credenciando fiscais em outros estados, pois isso
requer treinamento e constante contato com a nossa entidade.
Mesmo em São Paulo, as carteirinhas de fiscais têm
sido dadas para pouquíssimos indivíduos, pois
infelizmente pessoas abusaram usando essa credencial para
outros fins.
Se você
está em São Paulo, marque um dia para uma entrevista,
pelo telefone: 6955-4352.
Infelizmente, apesar de necessitarmos muito de fiscais, nos
reservams o direito de dar a credencial apenas para poucas
pessoas, pelos motivos já citados. Mas pra ser um fiscal,
não é necessário estar vinculado a uma
entidade. Se você vir maus tratos, é sua obrigação
e seu direito exigir providências junto a uma Delegacia
de Polícia. Se possível leve uma cópia
da Lei
Federal 9.605/98
pois soubemos de delegados
que se recusaram a fazer um B.O dizendo que matar animal envenenado,
por exemplo, não é crime, o que é exatamente
o oposto do que diz o artigo 32 da citada Lei.
Imprima
também o Decreto
Federal de 1934, que não está revogado,
embora há que assim interprete. Tenha sempre uma cópia
dessas Leis com você. Os animais não podem depender
apenas das associações. Enquanto as pessoas
não pararem de empurrar problemas para as entidades,
as mudanças continuarão lentas. É sua
responsabilidade, ao ver um animal sendo maltratado, defendê-lo.
Sua cidadania lhe garante esse direito.
Muita
gente liga para as associações exigindo que
façam isso ou aquilo. Vamos lembrar sempre de que as
pessoas que lutam pelos animais não têm sábado,
domingo, feriado, nem mesmo noites bem dormidas, pois estar
em contato com o sofrimento dos animais para quem os ama,
é muito estressante. Vamos tentar exigir menos e cooperar
mais. Quem está nas associações atendendo
telefone, quase sempre é um voluntário, que
talvez tenha tido um dia cheio de problemas pra resolver e
não tenha conseguido. Há um sentimento de frustração
muito grande quando a gente se sente impotente diante do sofrimento
de um animal. O que soa como má vontade pode ser só
sobrecarga de tarefas.
Não
esqueça, se você ama os animais, você
também é responsável.Vamos tentar,
antes de pedir que uma associação venha socorrer
um animal (a maioria não tem nem carro) fazer nossa
parte. As entidades que protegem os animais precisam de ajuda,
não dese tipo de crítica. Se você percebe
que há algo que pode ser melhorado na associação
de sua cidade, associe-se, faça propostas, ajude. Se
queremos ver a situação dos animais mudar precisamos
cooperar mais e criticar menos.
"Faça
a sua parte" é o nosso lema. Seja um voluntário
da APASFA, ajudando a uma associação perto de
você e sendo responsável pelos animais que aparecerem
na sua vida. Se
você quer fazer uma doação para ajudar
os animais, escolha uma entidade local, de preferência
que tenha abrigo, pois é uma luta muito difícil
alimentar animais abandonados. Consulte nossos links
e doe para uma associação perto de você.
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