VIVENDO
ESPREMIDOS NUMA GAIOLA
Em
Novembro de 1999 e Fevereiro de 2000, investigadores da WSPA visitaram
um total de 10 fazendas de ursos em 6 províncias do Sudoeste,
Sudeste e Noroeste da China. Eles constataram as fazendas nas piores
condições. Em média, as gaiolas ncontradas
medem O.8m x 1.3m x 2m, espaço total em que o urso mal pode
se mover, sentar ou mesmo mudar de lado. Em cada fazenda visitada,
os chãos das gaiolas foram construídos com barras
de ferro, negando aos animais a possibilidade de ficam em pé,
ou deitar no chão firme.

Vista interna
de uma fazenda, na Província de Yunan.
A WSPA visitou
duas fazendas modelo do Governo da China, que afirma ter melhorado
as condições para os animais aumentando o tamanho
das gaiolas. Enquanto uma gaiola menor é usada para ordenhar
os ursos duas vêzes por dia, uma outra gaiola conectada a
essa proporciona mais espaço para o urso se virar e ficar
em pé. Ferimentos na cabeça, nas patas e nas costas,
foram encontrados na maioria ursos que vivem nessa condições,
por se rasparem repetidamente nas barras. Do lado de fora, também
foi providenciado cercado externo. No entanto, no Norte da China,
onde o inverno é muito frio e o acesso não é
permito por cerca de 4 meses e no Sul da China, o cercado é
usado para procriação de ursos. Apesar da temperatura
chegar a 30 graus negativos em algumas parte da China, os "fazendeiros"
não permitem que os animais hibernem, através de reforço
de comportamento não natural.
Na maioria das fazendas a dieta dos ursos é muito pobre.
Purê de milho, maçãs, tomates e açúcar
misturado com água, são a fonte de alimentação
principal desses animais, o que não é suficiente sem
suplementos vitamínicos e minerais. Os ursos são alimentados
duas vezes por dia, pra incentivar produção de bílis.
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Vista
externa de uma típica fazenda de urso, na Província
de Yunan
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Na
fazenda de Chiain, na fronteira com o Norte da Coréia,
um urso negro é afivelado numa barra de ferro, o que
se assemelha a uma câmara de tortura. Os investigadores
da WSPA perguntaram a razão desse procedimento. "Alguns
ursos se tornam agressivos quando estamos extraindo a bílis,
disse o fazendeiro. "Esse aí já mordeu quase
todos nós"
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