De todas as formas nas
quais os ursos são maltratados ao redor do mundo, o esporte
medieval "bear baiting" é o mais bárbaro e imoral.
A colocação de bull terrier machos contra os ursos
impõe sofrimento em ambos os animais. Esta atividade que
já foi difundida na Europa, agora é encontrada somente
nas partes rurais do Paquistão. Após cinco anos de
campanha, há sinais de que a prática do bear baiting
será banida desse local.
O Bear baiting foi ilegal
no Paquistão durante mais de 100 anos, mas a primeira investigação
da WSPA feita em 1993, achou evidências de 80 competições
diferentes envolvendo 300 ursos. O especialista em vida selvagem
do Paquistão, Inayat Chaudry, que se encarregou da
inspeção, descobriu um grupo de caçadores,
traficantes da vida selvagem, ciganos, donos de ursos e proprietários
de terra que permitiram que o bear baiting prosperasse. E ele revelou
como os ursos cujos dentes e garras foram removidos, ficavam realmente
sem defesa contra ataques de oito cães em um dia.
Sem
os dentes ou as garras o urso tem que lutar
por sua vida contra dois cães ferozes
Os eventos são
organizados com o apoio das autoridades locais e dignitários,
em grande parte porque os maiores organizadores das brigas são
proprietários rurais que têm grande poder no Paquistão.
Eles criam e treinam bull terrier machos e ganham prestígio
por possuir os animais mais ferozes. Os ursos pertencem a um grupo
de ciganos, conhecidos como kalanders, que especializaram-se
em treinar os animais. Os ciganos são pagos pelos proprietários
das terras para trazerem os ursos para as competições.
No total, Chaudry identificou 2,400 brigas distintas em várias
competições e todas elas aconteceram entre dezembro
e março.
Como resultado da publicação
do relatório feito, o governo decretou que todas as autoridades
locais deveriam fazer cumprir a proibição da prática
do bear baiting. Uma vigilância rigorosa foi colocada nas
aldeias durante a estação seguinte e vários
eventos foram descobertos e deveriam ser cancelados. Porém
a proibição não estava completa e durante o
inverno de 1995 a WSPA descobriu que mais eventos estavam acontecendo.
No ano seguinte uma nova investigação foi montada.
O Investigador de campo,
John Joseph que está conduzindo a campanha da WSPA para parar
o bear baiting, testemunhou a crueldade. "Em um evento o nariz de
um urso foi mordido até quase chegar ao osso. A cicatriz
enorme que ele tinha foi imediatamente arrancada pela mordida do
primeiro ataque de dois cães, o que fez com que começasse
a sangrar muito. Inacreditavelmente, o urso lutou contra os dois
primeiros cães e suportou três turnos adicionais antes
de sucumbir". Em outro evento John viu um urso jovem que estava
sendo lançado pela primeira vez contra os cães. "
Ele caiu quase que imediatamente ao solo e gritava à medida
que os cães travavam as mandíbulas em seu focinho.
Os organizadores levaram mais de um minuto para separar os animais".
Crucialmente, a investigação mostrou que muitos eventos
ainda estavam acontecendo com a total complacência da polícia
e das autoridades locais.
Em vermelho,
as regiões onde O "Bear Baiting"acontece; em verde,
as regiões onde ainda há ursos selvagens
A
WSPA agradece a Mark Rissi,
um dos primeiros fotógrafos
a documentar o
bear baiting no início dos
anos 90.
Como
Ajudar
Mande um e-mail para o Sr. Muhammad Nasser Mian
Embaixador do Paquistão no Brasil : parepbra@brnet.com.br
Se você
fala Inglês, mande um e-mail para: CE@pak.gov.pk
e cartas para:
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Pervez Musharraf
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Chief Executive Secretariat
Islamabad Pakistan