SANTUÁRIO RÃ-BUGIO
Estrada Rio da Prata, 523
Brüderthal 
89290-000 Guaramirim, Sta. Catarina
e-mail: germano@ieav.cta.br

O santuário rã-bugio é uma área particular de preservação de floresta atlântica onde nenhum detalhe foi esquecido. Estamos falando da fauna de anfíbios da floresta atlântica. Nesta área, são protegidas espécies raras de rãs ameaçadas de extinção. O local é o hábitat natural para mais de 40 diferentes espécies de anfíbios -  mais de 1% do total das espécies de anfíbios do planeta. Descobertas científicas importantes já foram feitas no local, especialmente, sobre a ecologia de algumas espécies. Os resultados são divulgados internacionalmente.

O santuário rã-bugio é, também, a sala de aula mais avançada do planeta para promover a educação ambiental das crianças, encaixando-se dentro do moderno conceito de ensino que vem sendo implantado em todos os países de primeiro mundo. Regularmente, alunos da rede pública de ensino da cidade de Guaramirim e imediações são deslocadas para o local para aprenderem de maneira simples e direta a complexidade dos ecossistemas da mais importante floresta do planeta, que é a floresta atlântica.
 
 

Quem é o responsável por essa idéia maravilhosa? Clique aqui para conhecer o trabalho do casal Germano e Elza Woehl
 

DÚVIDAS MAIS FREQÜENTES SOBRE ANFÍBIOS ANUROS
(sapos e rãs)
Por: Dr. Germano Woehl Jr. - 01/12/1999

1) Como devo chamar? Sapo, rã, ou perereca?

O Brasil tem mais de 800 espécies de anfíbios anuros, como são classificados os sapos, rãs e pererecas, daí a grande dificuldade em usar os três termos de acordo com as distinções definidas nos dicionários. A língua portuguesa (falada em Portugal) apresenta, oficialmente, apenas os termos sapo e rã. A palavra perereca, que foi incorporada ao português (falado no Brasil), vem da língua indígena tupi-guarani -- significa andar aos saltos -- e era o termo utilizado pelos indígenas que falavam o 
tupi-guarani para designar os anfíbios, provavelmente, de forma genérica. Com o passar do tempo, o termo perereca passou a ser empregado pela população em geral, principalmente para designar aqueles anfíbios anuros dotados de discos aderentes na ponta dos dedos, que servem para eles subirem em árvores e nas paredes das casas. Para denominar os anfíbios anuros, à grosso modo, podemos 
seguir as regras abaixo:
 


Bufo Ictericus (fêmea) - SAPO - tem a pele rugosa e bolsas nas laterais ( glândulas paratóides)

Scinax hayii -Perereca - Tem discos aderentes nas pontas dos dedos para subir em árvores e paredes

Leptodactylus ocellatus (macho) - - Tem a pele lisa e vive no chão

2) As rãs têm veneno?
Sim. Porém, o veneno das rãs é passivo, ou seja, ela possui veneno em sua pele, mas não há meios de injetar esse veneno no ser humano. Logo, elas não oferecem perigo, a não ser que sejam ingeridas, que é uma possibilidade muito remota. Além disso, as espécies brasileiras que são venenosas vivem na floresta amazônica. São aquelas rãzinhas coloridas, denominadas pelos estrangeiros de jóias da floresta amazônica. Muitas daquelas espécies correm risco de extinção devido à “biopirataria”. O veneno de sua pele serve para fabricar medicamentos. Talvez seja essa a razão dos estrangeiros denominarem aquelas rãs de jóias da floresta. 

Aquela substância leitosa contida nas glândulas laterais da cabeça dos sapos não nos causa nenhum problema quando em contato com nosso pele. O sapo só libera essa substância, se for machucado. Ele não espirra aquela substância espontaneamente. As glândulas têm que ser pressionadas para que isso ocorra, ou seja, isso só funciona contra predadores. A substância leitosa causa irritação na boca do predador, fazendo-o que libere imediatamente o sapo, ainda em vida.

Não há registros de que alguém, em todo o planeta, morreu envenenado por um sapo (ou uma rã). Jamais foi comprovada a veracidade do episódio envolvendo a morte do famoso Prof. Augusto Ruschi.

3) Por que as rãs costumam freqüentar o banheiro de nossas casas?
Isso ocorre devido à perda do hábitat natural (gramíneas altas, arbustos, árvores com bromélias, etc). Muitas espécies de rãs necessitam ficar permanentemente em lugares úmidos. A pele das rãs tem estrutura glandular e exerce funções vitais, como a respiração e a absorção de água. Os anfíbios respiram parcialmente através da pele ? a respiração através da pele (respiração cutânea) complementa a respiração pulmonar entre 20% e 60%, dependendo da espécie e de sua atividade. Se houver o ressecamento da pele, os poros se fecham (ou seja, a pele fica menos permeável) e a respiração fica seriamente comprometida.
As rãzinhas não nos fazem qualquer mal algum. Portanto, não devemos maltratá-las. Se uma rãzinha  estiver no banheiro, é só retirá-la. Aliás, os anfíbios são os parceiros ideais para os seres humanos, pois, não oferecem perigo (não mordem!) e não competem em alimento. Durante sua vida, uma única rã é capaz de devorar milhares de insetos, muitos dos quais, vetores de doenças fatais para nós, seres humanos (p. ex. dengue, malária, febre amarela).Algumas espécies de sapos são capazes de devorarem, diariamente, uma quantidade enorme de lagartas e lesmas que infestam as plantas de nossos quintais, dispensando assim o uso de venenos. Portanto, a relação com os anfíbios é muito vantajosa para nosso lado
 

4) Por que os sapos e rãs vocalizam (coaxam)?
O objetivo principal é a atração sexual. A vocalização é feita apenas pelos machos, que na época da procriação dirigem-se para uma lagoa e vocalizam incessantemente nas margens desta. Normalmente, eles preferem as lagoas onde nasceram. A fêmea escolhe o macho que canta mais intensamente. Machos de algumas espécies defendem com vigor um território. Caso um intruso tenha a ousadia de vocalizar num território já ocupado, o ocupante muda a vocalização para um tom de advertência. Se o intruso ainda persistir, pode haver um combate físico para a expulsão. Em algumas espécies, os machos vocalizam em coro, aumentando assim os apelos para atrair uma fêmea. Há ainda um terceiro tipo de vocalização, que os machos de algumas espécies praticam quando ocorre o encontro com a fêmea ou quando se envolvem em luta corporal pela disputa territorial

5) Vivissecção com nossos anfíbios?
Infelizmente, alguns “professores” inescrupulosos ainda praticam esse ato de crueldade extrema diante de crianças. Jamais consegui-se comprovar a eficácia dessa prática na educação das crianças. Muito pelo contrário, isso pode estimular as crianças à praticarem atos de violência. O respeito à vida deve ser uma regra básica em qualquer sociedade.. Com certeza, ensinar as crianças a respeitar a vida beneficia a todos. Lembrando que, a prática de vivissecção animal é considerada uma prática criminosa, de acordo com a lei ambiental:

 Lei nº 9.605, de fevereiro de 1998
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 1º. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. 

§ 2º. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

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